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    Justiça procedimental e policiamento: legitimidade, escuta e respeito na ação policial

    Artigo recente da pesquisadora Tânia Pinc, pós-doutoranda do INCT–Representação e Legitimidade Democrática (INCT-ReDem), destaca a importância da justiça procedimental como eixo central para o fortalecimento da legitimidade policial e da confiança pública nas instituições de segurança.

    O texto parte da constatação de que grande parte das interações entre polícia e cidadãos não envolve crimes ou violência, mas situações-limite nas quais as pessoas recorrem à polícia após esgotarem outras formas de solução. Nesse contexto, a forma como o atendimento é conduzido — com escuta, transparência, respeito e tratamento digno — torna-se tão relevante quanto o desfecho da ocorrência.

    A justiça procedimental prioriza processos equitativos e assegura que os envolvidos tenham voz, ampliando o repertório do policial de rua e favorecendo atitudes empáticas, especialmente em encontros nos quais o cidadão pode estar vivendo um dos piores dias de sua vida. Evidências internacionais indicam que esses princípios contribuem para aumentar a percepção de legitimidade e confiança na polícia.

    O artigo também anuncia uma iniciativa de pesquisa aplicada no Brasil: um treinamento em justiça procedimental voltado a policiais que atuam no atendimento de ocorrências via 190. Esse treinamento será realizado em Londrina, pelo Laboratório de Estudos sobre Governança da Segurança (LEGS), e incluirá a avaliação sistemática da percepção dos cidadãos sobre o tratamento recebido, além do desenvolvimento de novas métricas de segurança pública.

    O artigo “Da urgência à legitimação: como a justiça procedimental transforma o policiamento” foi publicado em janeiro de 2026, em jornal de circulação nacional.